ORQUESTRA PETROBRAS SINFÔNICA A Philarmonia Brasileira foi contratada pela Petrobrás, em junho de 2006, para desenvolver um programa de reposicionamento da Orquestra para os 5 anos seguintes, de acordo com o SISMICO, plano anual da Petrobras. Foi responsável, também, pela reavaliação dos termos do contrato vigente, definindo novas diretrizes e novo conceito administrativo e introduzindo conselhos externos de gestão. Apoiou o desenvolvimento de um plano de sustentabilidade para a Associação do Músicos da OPS. Para obter melhores resultados, a Philarmonia propôs o desenvolvimento de uma pesquisa nacional sobre a situação da música clássica, ou Música de Concerto, no Brasil, que culminou nos Encontros Nacionais para a Internacionalização da Música Clássica Brasileira e no documento que balisou o Plano Nacional de Cultura para o segmento da Música Clássica, publicado em 2009 pelo MINC.
A orquestra Philarmonia Brasileira & EGBERTO GISMONTI
A Orquestra Philarmonia Brasileira produziu diversos concertos icônicos com o multinstrumentista Egberto Gismonti: Eventos Inaugurais da sala São Paulo, Complexo Julio Prestes, em julho de 1999;
LIVROS PRODUZIDOS
A Philarmonia Brasileira produziu e promoveu dois importantes livros. “O ESTILO ANTROPOFÁGICO DE HEITOR VILLA-LOBOS: BACH E STRAVINSKY NA OBRA DO COMPOSITOR“. Escrito pelo maestro e doutor Gil Jardim, e publicado em 2005, a obra analisa como Villa-Lobos “deglutiu” influências europeias, especialmente Bach e Stravinsky, fundindo-as com elementos brasileiros. O livro companha um CD-ROM com exemplos musicais das obras Bachianas Brasileiras e Settimino, com análise técnica de composição, incluindo partituras com as variações possíveis de correção de notas feitas pela Editora Max Eshig e pelo autor do livro. “DIÁRIO DA GRATIDÃO”, de ANTONIO PETICOV E SUZANE FRISSELI. Atendendo a uma nova tendência do conceito da Cultura da Gratidão, o livro Editado pela Axis Mundi, com a produção integral da Philarmonia Brasileira, trouxe uma proposta de utilização das obras do artista plástico Antonio Peticov e de textos de Ana Maria Braga, Suzane Frisseli, Ana Paula Aquilino e Annelise Godoy, como estímulos para que o leitor/usuário pudesse criar um diário de reflexão de suas conquistas e de seu processo de gratidão diário. O livro foi patrocinado pelo BRADESCO SEGUROS e lançado na Livraria Cultura, em 2018.
A orquestra Philarmonia Brasileira E O SESC SP
A Orquestra Philarmonia Brasileira diversificou sua atuação no período de 1995 a 2000, criando junto ao SESC, projetos inéditos e de grande representatividade cultural. Foram especialmente criados os seguintes eventos, tendo a Orquestra como base de construção sonora para todos os convidados: Uma reunião de arranjadores brasileiros, como Dori Caymi, Gil Jardim e Leandro Braga, no SESC Pompéia, em 1997, com o ciclo de 6 apresentações; Concerto com Egberto Gismonti e convidados, no Sesc Pompéia, em 1998; Em 1999 foi relizado, no SESC Vila Mariana, um evento com a Orquestra e mais 10 convidados, paulistas e mineiros: Nivaldo Ornelas, Paulo Bellinati, Uakti, João Bosco, Cesar Camargo Mariano, Beto Guedes, Tavinho Moura, Fernando Brant, André Mehamari, sob a regência do maestro Gil Jardim. Também criado em 1999, foi um projeto didático, produzindo um diálogo entre a música de concerto e a popular, com direção de cena de Márcio Aurélio, direção de video de Sérgio Rozemblitz, a Banda Mantiqueira e, claro, a Orqueestra PB, com regência de Gil Jardim.
SOPRADOR DE VIDRO / PONTO VITRAL
A Philarmonia Brasileira captou os recursos e produziu o álbum SOPRADOR DE VIDRO, em 1998. A obra faz parte do espetáculo “Ponto Vitral”, do Balé do Teatro Castro Alves, Salvador, BA. O CD, composto por Gil Jardim e André Mehmari, foi realizado com a criação e produção de diversos instrumentos e elementos sonoros desenvolvidos com o apoio da indústria vidreira Wheaton, gerando ambientações exclusivas do projeto. A proposta do CD, com faixas totalmente instrumentais, traz composições inéditas baseadas em textos de importantes autores brasileiros, sendo: – Imagem Refletida, poema de Adélia Prado, com Milton Nascimento e Celine Imbert nas vozes e quinteto instrumental; – Sonhos de Bruegel, orquestra de câmara, Celine Imbert e coro feminino. O percussionista Naná Vasconcelos participou de praticamente todas as 11 faixas do CD. Ouça o disco na íntegra!
PHILARMONIA BRASILEIRA e a MPB
O ACERVO DA MPB O projeto foi idealizado a partir da necessidade de digitalizar e garantir a existência do impressionante acervo fotográfico de Mário Thompson, adquirido pela Philarmonia Brasileira através do PROAC ICMS. Todas as 1.200 imagens foram digitalizadas, foram compiladas todas as informações existentes e todo esse conteúdo digital foi doado para a Associação Esquina da MPB, que administrou o espaço cultural situado na esquina da Av. Ipiranga com a Av. São João, hoje, parte do Bar Brahma, no centro de São Paulo. A proposta previa criar o primeiro espaço de acervo interativo e histórico da MPB, que foi mantido por quase 10 anos, com mostras fotográficas e eventos da nossa música.
PLAY ON EARTH produção teatral INÉDITA
Play on Earth A Philarmonia Brasileira fez a produção executiva e a captação de recursos para a peça teatral que, em 2006, reuniu pela primeira vez no País três continentes, três públicos e, no mínimo, três culturas diferentes ao mesmo tempo, em São Paulo Capital, Singapura e Chelsea (Inglaterra), num feito inédito de transmissão online durante a execução do espetáculo. Fazendo uso de importantes recursos tecnológicos para transmissão online, em vídeo e áudio, contou uma história que unificou três grupos de teatro com um único propósito: mostrar a linguagem global de teatro e cinema. Play on Earth promoveu apresentações simultâneas nos três países, em horários distintos (manhã, tarde, noite e madrugada), para garantir o maior público possível e ajustes de fuso horários totalmente díspares. Em cada palco havia uma atuação ao vivo associada a uma imensa tela com imagens dos outros espaços, onde duas outras tramas se desenvolviam. A diferença de horários tornou-se, estrategicamente, bem aproveitada pelos idealizadores e produtores da peça – Rubens Velloso (parceiro da Philarmonia Brasileira que assumiu, após esse evento, o grupo de teatro Cia. Phila 7), Julian Maynard-Smith (Station House Opera) e Jeffrey Tan (Theatreworks), que criaram versões da narrativa específicas, de forma que cada performance estava condicionada aos locais e ao realtime da apresentação. Um personagem poderia estar às 21h preparando-se para ir a um jantar, enquanto alguém do outro lado do mundo estava com insônia às 3 da madrugada ou, ainda, uma outra pessoa já pode estar tomando seu café da manhã. Play on Earth exibiu profunda interação entre os atores dos três continentes e deu ênfase aos hábitos de cada local, assim, inaugurando no Brasil, a ótica de um quarto espaço imaginário, que se valia dos recursos da tecnologia, sim.Foi exatamente nesse ambiente que o público assistiu a peça Play on Earth, no Teatro da Universidade Paulista – UNIP – campus Paraíso, em São Paulo, Brasil, em Newcastle (Reino Unido) e em Singapura.O público pôde conferir a peça tanto presencialmente como pela Internet, por meio da exibição pela TV WEB da Universidade Paulista, instituição patrocinadora do evento e gerenciadora da tecnologia envolvida. PATROCÍNIO E REALIZAÇÃO UNIP e British Council, em cooperação com a Station House Opera, o grupo De Daders, de Amsterdam e o Festival Internacional das Artes de Singapura. de Amsterdã
TEATRO DE REVISTA & STAND UP
A Phiarmonia Brasileira desenvolveu dois projetos que inauguraram a produção cultural na inauguração do Bar Brahma, no campo de Marte, em São Paulo. O BOTECO – Teatro de Revista que foi dirigido pela maior especialista em Teatro de Revista no Brasil, a renomada Neyde Venezino, com vasta pesquisa focada em São Paulo, autora de livros fundamentais como “De Pernas para o Ar: Teatro de Revista em São Paulo”. Ela criou um espetáculo com várias esquetes famosas do segmento, impulsionando a revitalização do gênero através dessa montagem icônica. O espetáculo ficou em cartaz por 2 meses ao longo do ano de 2008.Nesse mesmo espaço, após o sucesso da temporada de O BOTECO, foi produzida a nova temporada do “PROGRAMA” STAND UP AND DANCE, com um formato diferenciado. O modelo foi de grande sucesso e lançou alguns comediantes que se apresentam regularmente nos espaços culturais da cidade. Um pouquinho do Revista de Boteco no Youtube.
CDs PRODUZIDOS
A Philarmonia Brasileira fez a produção executiva de inúmeros projetos musicais, alguns deles como produção executiva integral, somente da orquestra, dos artistas participantes ou da estrutura da gravação. Esses são alguns dos projetos: DUAS SANFONAS – Gilberto Gil & Milton Nascimento LEILA PINHEIROS – REENCONTRO IVAN LINS – A COR DO PÔR DO SOL
O SETOR DA CULTURA É UM MAR DE POSSIBILIDADES E NÃO PRECISA SER SOMENTE PARA PEIXE GRANDE
Com certeza, após 35 anos da criação da Lei Rouanet, o setor da cultura aprendeu muita coisa,gerou centenas de milhares de empregos, profissionalizou muita gente em parâmetrosinternacionais, nas mais diversas áreas, e sobreviveu a uma pandemia, de Covid e da moral doPaís. O tempo traz maturidade, ou talvez um pouco mais de sagacidade, pois, ampliamos tanto oespectro de análise que até conseguimos olhar para nós mesmos nesse imenso mar depossibilidades, onde flutuamos como peixes cruzando os oceanos dos editais públicos eprivados, mesmo com os blocos de corais burocráticos das leis do LAB, da Ancine e de leisestaduais e municipais quase inacessíveis, quando e onde existem. Hoje o artista é cada vez mais empresário. Conhecemos muito bem os peixes grandes, algunstubarões, já que compreenderam os meandros das águas doces e das turvas da economiacriativa e estão navegando muito bem nesses fluxos contínuos e repetitivos. As profundezas das dificuldades de participar do sistema nada se comparam às profundasmudanças que virão com as alterações que se darão no início de 2027, já no dia 1o de janeiro,no sistema tributário. Temos que nos preparar e encarar novos desafios, além de muitosmaremotos. Talvez, como o prenúncio de um tsunami, estejamos a ponto de viver aquele momento derecolhimento expressivo das ondas das possibilidades. E teremos que sobreviver a isso, mesmoacreditando que depois virão as ondas grandes, que podem tanto nos jogar para frente ou nosderrubar. Dependerá do quanto estaremos preparados. Mesmo nesse cenário pisciano, temos que ir além da sensibilidade, empatia e intuição. Temosque ampliar nosso conhecimento sobre sustentabilidade, autossuficiência e capacidade decompreensão das inúmeras dinâmicas de mercado existentes, as chamadas estratégiasdiferenciadas de sustentação comercial, que já são utilizadas por muitos. Isso não é demérito,ao contrário, é clareza de maioridade profissional. Todo artista é um ser naturalmente empreendedor, que se refaz e remolda, pois não vive semseu fazer artístico. Só alguns não entenderam ainda que fazem parte de um sistema econômicogigante, pulsante e que, hoje, é sem fronteiras, como o próprio mar cultural onde habita!Mesmo aqueles que conseguiram captar recursos ou serem premiados uma vez, mais de umaou até anualmente, o que é próximo a um milagre, sentem a onda se recolhendo. e sabemostodos que a maioria não sabe nadar nessas águas turbulentas. Sabemos também que não équalquer maioria, é a maioria esmagadora, pois o sistema público contempla, talvez, se tanto,35% do total a cada ano, com grande concentração de renda. Assim, as grandes ondas do mar das incertezas, vulnerabilidades e descartabilidades doseditais ficam batendo ciclicamente em nossos corações e nos mantém exatamente ondeestamos: sob seu controle, ruminando nossas simuladas incapacidades e/ou fraquezas, sempercebermos as redes dessa manipulação estruturante. Políticas públicas, a cada ciclo de editais, não deveriam tratar o segmento da cultura comosorte de alguns escolhidos. Um verdadeiro bingo! Você, por acaso, se sente contemplado ou fisgado por essa rede? Pois é, há quase 35 anos nosacotovelamos e nos dedicamos a preencher todos os quadros de qualquer edital, mas nãodiscutimos, como trabalhadores da cultura, por que não existem dispositivos públicos efetivospara o crescimento pessoal e profissional que não sejam cursinhos de elaboração exatamentede mais e mais editais! Não são oferecidos meios de conhecimento para os participantes donosso setor, nem nas universidades, para deixarem de ser dependentes orgânicos dos editais.Somos hoje como peixes enlaçados, vivendo em um aquário, que nos alimenta dentro de suaspróprias condições, diretrizes e gostos políticos e sociais. Nosso setor, que é riquíssimo, não oferece quase nenhuma formação para aprendermosmecanismos de autossuficiência profissional, planos de carreira, assessoria jurídica, sindical etrabalhista. Falta até apoio para a aposentadoria. Temos poucas MEIs qualificadas para as maisdiversas áreas da cultura e, mesmo tendo um dos mais elevados padrões de formaçãoeducacional do sistema trabalhista, somos equiparados aos direitos de faturamento doscamelôs. A lógica de ser pequeno, ganhar pouco, sobreviver de migalhas, mas amar a arte!Desde sempre, as leis de incentivo foram e são leis de entretenimento ou cadeia produtiva, sepreferir, por terem na sua essência ou em sua perspectiva de aplicação financeira, a confecçãode um produto cultural não gera consistência para os agentes de criação e produção. Cardumesque nadam em círculos. Mesmo com mais de R$ 30 BILHÕES investidos, somente pela Rouanet, ao longo de suaexistência, somados aos recursos das pastas de cultura para Estados e Municípios, que sãomais de 2 vezes esse valor no período, pouco se fez nesse sentido. O LAB foi prova disso, poiscriou mais uma centena de editais, mais acúmulo de renda e pouca distribuição. O primeiroPROAC LAB de SP contemplou um pouco mais de 4.500 projetos. E os artistas precisavam depão na mesa. Ou seja, não falta recurso para a Cultura, falta aprendizado de competências. Este, não temnada a ver com o fazer artístico em si, mas sim com os meios econômicos e de mercado. Porisso acredito que agora é a hora de repensarmos se é mais valioso aplaudirmos as premiaçõescada vez maiores, de até R$1.5 milhão em edital para um projeto específico, ou lutarmos porR$180 mil/ano para uma distribuição mais democrática para muito mais artistas criarem esobreviverem de sua arte? Seguirmos dependentes e fisgados por essa rede ou olhamos para oslados para ver que ainda temos muitas águas para navegar? A saída do sistema exige um descolamento para fora dessa dinâmica perversa que contemplapoucos peixes desse imenso cardume cultural. Temos que aprender a sobrevivereconomicamente, apesar dos editais, e tê-los como benefício agregado, não como meta.Talvez seja a hora de adquirir controle sobre a própria vida profissional e olhar para o mercadocomo um parceiro de negócios, não como um inimigo. Aprender a dialogar com ele. Reivindicarnovos meios de comunicação e contato. Gerar mais e mais tentáculos para sobrevivência.Precisamos construir pontes de relacionamento com a sociedade, com as mídias, com osinvestidores e com o segmento político efetivo ou permaneceremos à mercê da bondade alheiaou das grandes ondas. Somos parte de um mecanismo econômico forte e maduro que merece uma visão mais elevadade estruturação administrativa/de produção, que atenda aos planos de vida, não só a projetossucessivos.Nadar nesse mar imenso de oportunidades não é fácil. Porém, é possível buscarmos meios paramergulharmos em boas estratégias