Comemorando o Ano Internacional da Física em 2005 a montagem do clássico Galileo Galilei, produzida pela Philarmonia Brasileira, foi sugerida como um exercício quase inédito de linguagem entre música e teatro para a orquestra. A proposta foi a da orquestra criar ambiências que estimulavam o desenvolvimento da trama teatral. Raras foram as vezes em que uma montagem brasileira de teatro foi acompanhada ao vivo por uma orquestra completa. No lugar da partitura original composta por Hans Eisler, optou-se por utilizar um conjunto de obras musicais especialmente escolhidas para essa montagem: A trilha musical vai desde o período e locais em que Galileo Galilei vivia, no século XVI, até autores contemporâneos como James MacMillan e Arvo Parte. A trilha da peça retratou tanto a época e regiões por onde Galileo viveu, como Veneza, Florença e Roma, representados por compositores como Andrea Gabrielli, Adriaan Willaert e Giovanni Pierluigi da Palestrina, como pela música moderna e contemporânea. A trilha pretendeu estabelecer um contato entre o passado real e um futuro possível. A montagem foi realizada com a Cia. Phila 7, especialmente criada para o evento, a orquestra de câmara da USP/OCAM, um octeto de vozes masculinas e a participação especial do celista Dimos Goudaroulis, especialista em música contemporânea e de época. A montagem teve projeções de imagens da Nasa e do Centro de Astrofísica de São José dos Campos. Também foram realizadas, antes de todas as apresentações, uma “Conversa com os Criadores”, com o Maestro Abel Rocha e os diretores musical, Maestro Gil Jardim e de dramaturgia, Rubens Veloso. Esse espetáculo inesquecível teve uma ação ativa de produção, inédita naquele momento, envolvendo diretamente professores e educadores de áreas afins, e realizou uma pré-venda de ingressos para escolas de ensino médio e universidades privadas. Também promoveu a vinda de vários professores e alunos do ensino público. Todas as apresentações estavam lotadas, em um teatro de 1.100 lugares! FICHA TÉCNICA Produção Geral: Philarmonia BrasileiraProdução Executiva : Annelise GodoyConcepção e Direção Musical: Maestro Gil JardimDireção Cênica: Rubens VellosoConcepção e Roteiro: Cia de Teatro Phila 7 Participação especial: Elenco: Alfredo Penteado, Ana Souto, Andréa Tedesco , Beto Matos, Francisco Bretãs, Gustavo Trestini, José Scavazini, Marcos Azevedo, Paulo Barcellos , e o ator infantil Rafael Faria Valdo. Assistente de direção: Ana SoutoDesigner de Luz: Mirella BrandiFigurino: Miguel Marcarian – Cia Pano pra MangaProgramação visual e Cenografia: LABURDZAAdaptação de Roteiro e Concepção: Cia de Teatro Phila 7 – Ana Souto, Andréa Tedesco, Beto Matos, Mirella Brandi e Rubens Velloso. Assista a um trechinho da peça no Youtube. LOCAL: TEATRO ALFA SÃO PAULOAGOSTO DE 2005
CONSULTORIA PARA orquestra sinfônica da Bahia
ORQUESTRA SINFÔNICA DA BAHIA Em 2023 a Philarmonia Brasileira, através da Annelise Godoy, foi contratada pela ATCA, Associação do Teatro Castro Alves, administradora da OSBA e do Teatro Castro Alves, para desenvolver um programa de reposicionamento da Orquestra Sinfônica da Bahia para o contrato de gestão junto à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia para os 5 anos seguintes, resultando na sua recontratação. Esse trabalho envolveu entrevistas com todos os envolvidos na orquestra, todos os membros da Associação TCA e importantes nomes das mídias locais e gestores da Secretaria. Também foi feito o acompanhamento da participação da Orquestra no Festival de Trancoso, BA.
PHILARMONIA BRASILEIRA e a produção teatral
Entre várias produções, promoveu o primeiro espetáculo teatral internacional online no Brasil, o PLAY ON EARTH, conectando 3 países através de internet streaming. Foram nove pessoas, situadas em três cidades de continentes diferentes – São Paulo, Chelsea, na Inglaterra, e Hong Kong, na Ásia -, juntas em um quarto espaço imaginário com as câmeras no palco. Patrocínio e realização da UNIP e da British Council, em cooperação com a StationHouse Opera, o grupo De Daders e do Festival Internacional das Artes de Singapura, ambos em de Amsterdam.
PHILARMONIA BRASILEIRA & Instituto Pão de Açúcar
Entre 2001 e 2006 a Philarmonia Brasileira criou e assumiu o PROGRAMA CULTURARTE, que se tornou um dos projetos mais contínuos e de referência do Instituto Pão de Açúcar, que atendia a jovens de baixa renda de 11 a 18 anos, a maioria deles do entorno das 7 sedes do Instituto no Brasil: Santos, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Brasília e duas sedes em São Paulo. O programa foi especialmente criado por especialistas nas diversas áreas da Educação para as Artes, Cultura, Estética e História Crítica, trazendo uma visão paralela das grandes criações do homem e dos movimentos que pontuaram o crescimento e desenvolvimento humano. O CULTURARTE atuou com mais de 400 alunos dessas regiões, com tal impacto que se tornou, para o Insitituto, a porta de entrada desses alunos ao longo do ano, devido às mudanças de percepção e comportamento que o programa gerava nesses jovens a cada edição. O CULTURARTE foi aplicado através de 5 módulos: O mesmo projeto foi aplicado na Escola Humboldt, em São Paulo, em 2004, e foi nomeado o melhor curso extracurricular de uma das mais importantes escolas de São Paulo. Em 2006, após a compra da Casino do Grupo Pão de Açúcar, o projeto foi cancelado, assim como fizeram os demais parceiros, ficando somente o projeto ACORDE PARA AS CORDAS, para formação de músicos de orquestra.
PHILARMONIA BRASILEIRA NO ANO BRASIL FRANÇA 2005
“VILLA-LOBOS À PARIS, Pensée d´Infant” – JULHO DE 2005 Espetáculo realizado no Ano Brasil França, em 2005. O único espetáculo em homenagem a Villa-Lobos no Carreu du Temple, sede brasileira para as celebrações do evento. Teve como proposta realizar o histórico concerto de Villa-Lobos, em maio de 1924, em Paris. Além disso, foram executadas as peças da obra “Prole do Bebe”. O concerto contou o pianista Nahim Marum e a a soprano Claudia Riccitelli, da peça Pensée d´Infant, de Villa-Lobos, jamais gravada. O espetáculo também tinha um trio de bailarinos, sob a direção da renomada coreógrafa Marília de Andrade, responsável também pelo ballet que celebrou, alguns anos antes, os 100 anos de nascimento de Villa-Lobos. Esse evento representou o IPHAN no Ano Brasil França e gerou o premiado CD Villa-Lobos em Paris, que se tornou uma referência pelo ineditismo das obras gravadas e pela execução impecável dos músicos, sob a direção do maestro Gil Jardim.
ABC musical de Naná Vasconcelos
Concerto Popular & Projeto Social Com Naná Vasconcelos, um dos mais saudosos e importantes percussionistas do mundo, a Philarmonia Brasileira trouxe ao Brasil o espetáculo ABC Musical. O projeto se repetiu nas mais importantes capitais, levando mais de 120 crianças de baixa renda de cada região para cada uma das mais de 20 apresentações realizadas com diversas orquestras do Brasil. Esse projeto foi convidado para celebrações de importantes eventos, como o Aniversário da Cidade de Recife, em 2002, o Aniversário de 70 anos da USP, em 2004 no Teatro Santa Cruz, apresentação no Dia das Crianças no Parque do Ibirapuera, em 2005, com o apoio e patrocínio da Kibon, entre outros. A cada apresentação eram incluidas mais de 80 crianças de 10 a 15 anos que faziam parte de importantes instituições, como a Casa do Zezinho e a AACD. Assista alguns vídeos no nosso canal do Youtube. Mais ABC Musical no Youtube.
PHILARMONIA BRASILEIRA em gestão da orquestra Ocam / USP, de 2001 a 2010
Orquestra de Câmara da USP, OCAM A Orquestra de Câmara da USP, através do trabalho de gestão e captação de recursos da Philarmonia Brasileira, passou a ter o Santander (na época Banespa), em 2001, como patrocinadora. Com o novo recurso, em menos de 1 ano, a OCAM se posicionou entre as mais importantes orquestra da cidade de São Paulo, realizando de 30 a 40 apresentações na cidade, e dentro dos diversos campi da Universidade de São Paulo, nos seus primeiros 10 anos de contrato. Nesse período a OCAM passou a participar dos encerramentos de Festivais Internacionais, a fazer concertos nas principais salas da Cidade de São Paulo, fora da USP, e gerar eventos diferenciados, multidisciplinares e com grande inovação. PATROCÍNIO : BANESPA/SANTANDER DESDE 2001 através da ação de captação de recursos da Philarmonia Brasileira.
A orquestra Philarmonia Brasileira/BRASILIANOS nos EUA
Orquestra Brasilianos (nome dado nos EUA para a Orquestra Philarmonia Brasileira) na tournée com Branford Marsalis. Realizou, a convite da Columbia Artists Management Inc. (CAMI), de 29 de setembro a 10 de novembro de 2008, a maior tournée já realizada por uma orquestra brasileira nos Estados Unidos, com 42 músicos e teve como solista o saxofonista Branford Marsalis, um dos mais renomados saxofonistas americanos da época. Foram 40 dias de viagem com exatos 28 concertos agendados. O projeto foi anunciado no território americano como “Marsalis Brasilianos”, e o repertório montado com obras de Villa-Lobos, Darius Milhaud, entre outros.
A orquestra Philarmonia Brasileira FEZ HISTÓRIA
A Orquestra Philarmonia Brasileira deu início à empresa com o mesmo nome, responsável pela produção de inúmeros eventos, tournêes e projetos, especialmente realizados entre 1994 a 2001. Entre seus trabalhos mais notáves estão: A semana inaugural da Sala São Paulo com Egberto Gismonti; Espetáculo Strava no Sertão, também com Egberto Gismonti, no Teatro Alfa. Com o SESC realizou os projetos: Café com Leite, Sons de Orquestra, Encontro Nacional de Arranjadores e Maestros e o espetáculo Chorando Alto, com Egberto Gismonti. Também desenvolveu a edição para a TV do programa educativo JOGOS MUSICAIS. Em 2008, realizou a tóurnée nos EUA, através da CAMI, com o solista Branford Marsalis. Realizou a abertura do Festival de Verão de Ilha Bela, grande parte da série ABC Musical, com Naná Vasconcelos e o concerto com a cantora canadense Measha Brueggergosman, indicado a melhor concerto de 2010, no Rio de Janeiro. Por quase 20 anos, promoveu espetáculos não somente em São Paulo, mas em Minas Gerais e Rio de Janeiro – Meropolitan. Claro, em São Paulo esteve no Tom Brasil, em Rio Claro e na Praça da Paz no parque Ibirapuera, sempre inovando, recompondo seus músicos e trazendo novas perspectivas para a música de concerto.
A orquestra Philarmonia brasileira E a tournée “AMIGO” DE MILTON NASCIMENTO
Início da PHILARMONIA BRASILEIRA A Philamornia Brasileira foi criada em 1994 como uma orquestra para acompanhar a primeira tournée sinfônica nacional e internacional de Milton Nascimento, com um dos seus mais ovacionados projetos, o espetáculo AMIGO. O espetáculo contava com um coro infantile de MG de quase 80 crianças, além de uma orquestra completa e uma “cozinha” de instrumentos populares (bateria, sax, baixo acústico e percussão popular). Foi formatada com renomados instrumentistas que atuavam, também, nas principais orquestras do País. Foram realizadas mais de 28 apresentações por todo o Brasil, de 1994 a 1996. Em 1996, a “cozinha” da Philarmonia, assim como o coro infantile, integraram a tournée internacional com concertos junto à Camerata Mexicana (México), à Brooklyn Academy of Music Symphony Orchestra (Nova Iorque, EUA) e à Royal Philharmonic Concert Orchestra (Londres, Inglaterra). Entre os eventos promovidos para esse projeto, foram realizados o lançamento da Fundação Ayrton Senna, em 1995, e o primeiro “7 de Setembro Cívico”, em Brasília, do então Presidente Fernando Henrique Cardoso.